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Método agonista-antagonista, 5 aplicações práticas!

Um dos métodos mais usados no treinamento, o agonista-antagonista pode surtir efeitos bastante interessantes, se feito da maneira certa.

Método agonista-antagonista

Quem ainda acredita que para ter resultados basta ir até a academia e deslocar pessoas de maneira aleatória, está parado no tempo. Cada vez mais, os métodos de treinamento bem empregados vêm se mostrando eficientes na busca por melhores resultados. Neste sentido, cada método apresenta vantagens e limitações, que precisam ser entendidas para que possamos tirar o máximo proveito deles!

No caso específico do método agonista-antagonista, temos que levar em conta uma série de fatores para sua aplicação, pois ele é muito indicado para certos objetivos e não tão eficiente para outros. Tudo vai depender do contexto em que ele é aplicado.

Veja agora algumas aplicações práticas para o método agonista-antagonista em seu treino!

Agonista-antagonista, quando usar e como tirar um melhor proveito?

O método agonista-antagonista tem suas particularidades que sempre precisam ser levadas em conta. Neste artigo, já mostrei como funciona este método (Método Agonista-Antagonista na musculação, aprenda a utilizá-lo). De maneira geral, ele impõe ao organismo um grande acúmulo de metabólitos e uma intensidade relativa bastante alta. É lógico que tudo vai depender da maneira como ele é conduzido, mas no geral, o agonista-antagonista é um método bastante intenso, que pode ser muito útil para quem busca potencializar o tempo de treino.

Mas não é este o único benefício dele. Como ele trabalha com alto fluxo sanguíneo em determinada região do corpo e com isso, temos um maior acúmulo metabólico, ele pode ser muito interessante para fins de emagrecimento, por sua elevada intensidade.

Tudo isso será obtido apenas com uma boa utilização deste método. Veja alguns pontos a serem analisados na escolha do método agonista-antagonista e de que maneira podemos resolver algumas situações metodológicas que irão surgir!

Agonista-antagonista, como usar adequadamente!

1. Escolha dos exercícios:
Este talvez seja o ponto mais crítico ao escolher o método agonista-antagonista. Se você fizer uma escolha infeliz, os resultados não serão os esperados. Por exemplo, imagine que você optou por fazer o agonista-antagonista com dorsais e peitoral. Para começar, usou a puxada alta por trás da cabeça e na sequência, o supino reto. Sabe o que acontece neste caso? Uma sobrecarga enorme em cima do peitoral (que é adutor do ombro, e portanto, participa dos dois movimentos) e uma sobrecarga menor nos dorsais.

O mesmo vale para o agonista-antagonista no treino de coxas. Se você fizer o agachamento em afundo e na sequencia, Stiff, irá ter uma sobrecarga enorme nos isquiotibiais e baixa no quadríceps. Compreender biomecânica e cinesiologia é fundamental para usar o agonista-antagonista de maneira correta. Caso contrário, irão aparecer desequilíbrios musculares e seu desenvolvimento, estará comprometido.

2. Estímulo a ser utilizado:
De maneira geral, o agonista-antagonista é mais adequado para estímulos mais metabólicos, pelo tempo total de tensão muscular mais elevado. Se o seu objetivo for aumento de força ou estímulos tensionais mais elevados, o mais indicado é a utilização de outros métodos. Mas mesmo assim, é importante ter clareza sobre o tipo de estímulo a ser empregado, sabendo que nem todos são adequados para este método.

3. Intervalo recuperativo:
Este é um ponto chave da utilização do agonista-antagonista. Não que exista alguma resposta pronta, mas é preciso levar em conta o seguinte. Quando você está usando determinado músculo e na sequência, sem pausa, passa a usar o antagonista, está mantendo o primeiro músculo em estado de tensão. É lógico que esta tensão é muito menor, mas ele está sendo solicitado. Por isso, o intervalo de recuperação precisa levar isso em conta. Além disso, complementando o item 2, o intervalo de recuperação é um item que vai ser muito importante na escolha do estímulo a ser empregado.

4. Tempo de utilização:
Por mais que seja um treino intenso e que produz bons resultados, não podemos usar o agonista-antagonista durante todo o tempo. Por isso, é muito importante que a periodização seja montada com esta perspectiva. Em determinada fase, quando busca-se uma maior intensidade, podemos usar tranquilamente o método agonista-antagonista. Porém, em fases mais básicas, podemos vir a ter problemas  se usarmos tal método. É muito importante entender que nenhum método pode ser usado como único para o treinamento de força, pois como já mencionei, todos os métodos de treino tem prós e contras e o corpo tem que estar sendo exposto a diferentes estímulos.

5. Técnica de movimento:
E muito comum vermos pessoas que usam o agonista-antagonista e acabam perdendo a técnica do movimento, principalmente na parte final do treino. Como este método causa fadiga central e periférica de maneira mais acentuada do que alguns outros, é muito importante tomar cuidado com a execução e técnica de cada movimento. Se for necessário, reduza a carga, mas jamais faça um movimento errado!

De maneira geral, o agonista-antagonista é um método bastante completo para determinados objetivos e que pode trazer grandes resultados. Mas é preciso que ele seja bem pensado e planejado e esteja inserido em uma periodização. Sem isso, ficará difícil obter qualidade em seu treino e principalmente, bons resultados. Aliás, sem isso, não haverá resultado em método algum! Bons treinos!

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