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Pulldown – Execução correta do exercício e dicas para otimizar os resultados

O pulldown é um exercício específico para a região dorsal. Veja neste artigo completo, como utilizá-lo em seu treino e mais informações relevantes!

Pulldown na Polia Alta

O trabalho dos músculos dorsais do tronco é muito importante, não apenas para fins estéticos. Neste sentido, o pulldown é um movimento muito usado para esta finalidade e se aplicado no contexto correto, traz excelentes resultados.

Porém, por ser um movimento que envolve fortemente fatores como consciência corporal, é importante que alguns pontos estejam muito bem alinhados.

Forma de utilização, execução, fase da periodização, tudo isso interfere diretamente nos resultados que o pulldown pode trazer.

Pulldown, músculos trabalhados

Se formos tomar como base, apenas os músculos que agem de forma dinâmica no movimento, teremos basicamente estes:

– Latíssimo do dorso;

– Deltóide (principalmente porção anterior).

De forma mais geral, são estes os músculos envolvidos. Isso, pelo fato de que o pulldown se baseia em uma extensão de braço. Desta maneira, são estes os dois músculos mais solicitados.

Porém, devido a posição do tronco, com uma leve flexão de quadril, os músculos lombares são solicitados para a manutenção do movimento. A porção longa do tríceps braquial, também é solicitada de forma isométrica neste movimento.

Neste caso, o latíssimo do dorso é o músculo mais utilizado, dentro do contexto do treino de dorsais.

Mas para que isso seja de fato efetivo e o motor primário venha a ser o latíssimo do dorso, é fundamental que a execução seja adequada. Veja agora, como deve ser a execução do pulldown.

Execução correta do pulldown

O Pulldown tem um movimento básico, a extensão de ombro. Porém, vários detalhes são importantes para que o movimento seja de fato, efetivo.

Veja este vídeo, que mostra a execução correta do pulldown:

É importante entender alguns pontos no que se refere a execução correta do pulldown. Perceba que existem muitos detalhes que modificam a mecânica do movimento. Pegada, inclinação do corpo, carga e outros.

Leia também => Exercício Pullover, no treino de costas ou peito? Veja a execução correta!

Por isso, não vou me ater agora (irei falar disso mais a frente) a estes elementos. O que é de fundamental importância para o movimento, é que a polia esteja posicionada mais alta. No geral, usamos o aparelho de crossover para fazer este exercício. Neste caso, o indicado é usar a última ou penúltima regulagem da parte superior do aparelho.

Isso será de fundamental importância para que possamos ter uma amplitude de movimento mais adequada. Caso a polia esteja posicionada mais baixa, na altura do ombro, por exemplo, perdemos amplitude e consequentemente, o exercício é menos efetivo.

Execução correta do pulldown, posição do tronco

Este é um ponto muito importante. O pulldown pode ser executado de duas maneiras: com o tronco ereto e com o quadril levemente flexionado.

No caso da execução com o tronco reto, temos uma amplitude um pouco menor. Porém, o controle do movimento é mais fácil pelo posicionamento do quadril. Esta é uma posição interessante de ser usada por pessoas iniciantes, que precisam desenvolver sua capacidade coordenativa.

Com o tronco inclinado, é natural que possamos usar um pouco mais de carga e que o movimento tenha uma amplitude maior. Esta é uma variação interessante para ser usada por pessoas com um melhor nível de treinamento. 

Abaixo a execução do Pulldown na Polia Alta

Agora, vamos pensar em termos de pegada.

Pegada no pulldown, quais as diferenças reais?

Basicamente, a modificação da pegada, seja ela mais aberta, mais fechada, pronada ou neutra (com corda), interfere mais na ativação do deltoide, do que propriamente na ação do latíssimo do dorso.

A pegada mais aberta, na verdade, só mudará o ângulo do movimento. Na essência, ainda teremos uma extensão de ombro.

A utilização da corda, por sua vez, permite que possamos ultrapassar a linha do quadril no final da fase concêntrica. Isso permite um arco de movimento maior. Em termos práticos, temos uma amplitude de movimento bem mais acentuada.

Porém, a utilização da corda torna o movimento mais instável. Pessoas com um desenvolvimento muscular nos antebraços mais deficitário, por exemplo, podem ter dificuldades com esta variação.

No geral, a escolha do tipo de pegada, está mais relacionada ao conforto do que a uma mudança de verdade no estímulo.

Pulldown, como otimizar os resultados

1- Tome muito cuidado com o movimento escapular

O movimento das escápulas, durante a execução do pulldown, é fundamental. Manter as escápulas imóveis, retira a participação do latíssimo do dorso (em grande parte) e torna o deltoide como motor primário do movimento.

Por isso, é muito importante que as escápulas acompanhem o movimento do pulldown para que o latíssimo do dorso seja mais solicitado.  No caso do pulldown, no geral, o movimento escapular se baseia em uma adução e abdução das mesmas.

2- Use carga, mas tome cuidado com o excesso

Como o pulldown é um movimento mais “concentrado”, muitas vezes não conseguimos usar muita carga. Quando a carga está acima de sua capacidade, é natural que você “roube” no movimento, usando mais o quadril e os ombros. Desta maneira, para que o pulldown tenha de fato, mais qualidade, use uma carga que não prejudique a execução do movimento.

3- Integração com os outros movimentos

Dependendo de como seu treino é organizado, o pulldown pode ser usado em diferentes momentos em seu treino de dorsais. Ele pode ser usado logo no início, quando pensamos em um contexto de pré-exaustão. Não que ele seja o movimento mais indicado para este cenário, mas ele pode ser uma alternativa.

Ele pode ser usado também, com bi-set, com movimentos multiarticulares, como puxadas e remadas.

4- Foque primeiro na técnica, depois na carga

Sim, eu já falei da carga. Porém, o pulldown é um daqueles movimentos que precisa de muito cuidado com a técnica. Um caso muito comum é o de pessoas que não “sentem” a atividade muscular do latíssimo do dorso. Salvo raros casos, isso está relacionado a uma execução errada.

Leia também => Treino de costas para iniciantes (vídeos com as execuções corretas)

Por isso, nestes casos, o ideal é usar uma carga mais baixa, movimentos mais lentos e controlados, para aos poucos, aumentar a intensidade. É fundamental que você “treine” o movimento, com pouca carga.

Isso vai melhorar sua coordenação intra e intermuscular e trazer resultados muito melhores para este exercício.

Sobre Sandro Lenzi

Professor de educação física formado pela Uniasselvi Fameblu, pós graduando em fisiologia do exercício e em Personal Trainer. Atua como treinador pessoal e com consultoria online para treinamento. Também é redator na área da saúde, treinamento físico e qualidade de vida.

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