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Anticoncepcional, emagrecimento e hipertrofia, entenda como ele te afeta!

Já faz algum tempo que vemos publicações de pessoas com autoridade na saúde, que falam dos malefícios dos anticoncepcionais. Mas será que eles afetam o emagrecimento e a hipertrofia? É o que vou te responder neste artigo!

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Os anticoncepcionais causaram uma verdadeira revolução na sociedade ocidental, já que eles são a base do controle de natalidade e de planejamento familiar. Mas falando em termos de saúde, já faz algum tempo que eles vêm sendo questionados e colocados a prova.

Em relação a isso, temos que saber que existem diferentes produtos no mercado e que cada um pode ter efeitos variados. Por isso, o que irei falar a seguir não é via de regra para qualquer pessoa e você sempre deverá buscar sanar maiores dúvidas com seu ginecologista. Mas antes de falarmos da relação do anticoncepcional com o emagrecimento e a hipertrofia, temos de entender de que forma ele atua no organismo.

Ressaltando que ficaria inviável tratar aqui de todos os métodos contraceptivos e de suas relações com o emagrecimento e a hipertrofia. Sendo assim, vou focar no anticoncepcional tradicional, aquele ingerido diariamente e em forma de comprimido!

Como age o anticoncepcional?

Antes de falar de anticoncepcionais, temos que lembrar que as mulheres têm 2 tipos predominantes de hormônios sexuais, a progesterona e o estrógeno.

O anticoncepcional se baseia na utilização de uma combinação de hormônios, que na maior parte dos casos é estrogênio e progesterona feitos de forma sintética, que inibem a ovulação. O anticoncepcional oral também altera o muco cervical, que nada mais é do que uma secreção eliminada pelo colo uterino, que ocorre devia a ação do hormônio estrogênio. Com esta modificação, o muco cervical se torna hostil ao espermatozoide.

Porém, as mulheres têm necessidades diferentes de hormônios em termos de contraceptivos. Por isso, o médico ginecologista é que deve indicar qual deles é o mais indicado, após uma análise clínica.

Existem hoje o que chamamos de hormônios bioidênticos. Estes, são substâncias que têm estrutura química e molecular igual aos hormônios gerados pelo corpo humano. Eles desempenham as funções dos hormônios do corpo, como controle do ciclo menstrual e metabólico e também são usados como anticoncepcional.

De modo geral, os anticoncepcionais que são produzidos com hormônio sintético, têm muito mais contraindicações do que os feitos com o bioidêntico.

Agora que entendemos como funcionam os anticoncepcionais orais, vamos analisar qual a sua relação com o emagrecimento e a hipertrofia!

Anticoncepcionais e hipertrofia, relação conturbada!

A mulher tem um metabolismo hormonal muito mais complexo do que o homem, o que faz com que os processos hipertróficos sejam por consequência, de alta complexidade. No estrogênio, um dos hormônios femininos, temos um componente que é fundamental no processo hipertrófico para mulheres: o estradiol (17BETA-ESTRADIOL).

Existem anticoncepcionais que acabam inibindo a produção natural do estradiol, fazendo com que a mulher tenha dificuldades em conseguir melhores ganhos de hipertrofia. Não que os anticoncepcionais sejam criados para que haja esta dificuldade, mas como a questão hormonal é altamente sensível a uma série de fatores, é muito comum encontrarmos mulheres que fazem a utilização de anticoncepcionais e tem baixa produção e síntese de estradiol.

Além disso, o estradiol ainda tem relação direta com a utilização da glicose, já que ele a inibe na captação dos tecidos, assim facilitando de forma indireta a lipólise.

Deixando de lado o estradiol e falando da questão hormonal como um todo, sabemos que os hormônios sexuais, circulam pelo sangue em nosso corpo, ligados a diferentes proteínas, como a albumina e a globulina ligadora de hormônios, mais conhecida como SBGH. Ela “acopla” os hormônios para seu transporte.

É bom salientar que a testosterona é o principal hormônio anabólico de nosso corpo e que as mulheres também a produzem, porém em quantidades muito pequenas, de 10 a 25 vezes menores do que nos homens. Mas esta testosterona tem funções fisiológicas fundamentais para a mulher!

Ao realizar a utilização de anticoncepcionais compostos por hormônios sintéticos, eles se ligam de forma muito mais intensa a albumina do que a globulina ligadora dos hormônios sexuais (SBGH). Esta globulina é a base para a síntese destes hormônios! Com isso, ocorre uma resposta muito mais intensa na produção de SHBG.

Com este aumento desproporcional de SHBG, praticamente toda a testosterona fica ligada a ele e sobra uma fração mínima para ficar livre na circulação e aumentar a resposta anabólica.

De modo geral, sabemos que a questão hormonal está diretamente ligada aos resultados de hipertrofia. Já faz muito tempo que a comunidade médica e científica vem criticando alguns produtos e métodos que usam os anticoncepcionais de via oral como base. Isso porque no geral, eles geram um descontrole hormonal muito grande e o custo-benefício deles é péssimo.

Para que você tenha uma ideia de como isso é complexo, muitas atletas, que precisam de melhoria de desempenho e melhor regeneração muscular, não usam este tipo de método contraceptivo!

Resumindo tudo isso, os anticoncepcionais baseados em hormônios sintéticos, acabam fazendo com que a mulher tenha muito mais dificuldades em ganhos de massa muscular, pois ele altera todo o ciclo anabólico.

E se ele antera o ciclo anabólico, é lógico que ele interfere diretamente no emagrecimento também!

Anticoncepcionais e emagrecimento, a relação fica ainda pior!

Se para a hipertrofia, os anticoncepcionais baseados em hormônios sintéticos já são ruins imagine para o emagrecimento. Os mais atentos, talvez já tenham percebido nos itens anteriores que tanto a testosterona como o estradiol, estão diretamente ligados a lipólise.

O estradiol, conforme já citei, estimula a lipólise de forma mais intensa ao “bloquear” parcialmente a utilização de glicose como fonte energética e estimular a utilização dos lipídios.

Por sua vez, a testosterona é fundamental no processo de lipólise, pois além de aumentar consideravelmente o metabolismo, ainda atua diretamente na retirada das moléculas de gordura. Isso, por si só já prejudica imensamente o emagrecimento.

Some isso a um desajuste geral dos hormônios, e teremos no anticoncepcional de via oral, feito com hormônios sintéticos, um dos principais vilões do emagrecimento. Partindo para casos mais específicos, ele além de prejudicar o emagrecimento, ainda pode causar outros problemas, como a retenção líquida, o que dá a sensação de inchaço, que aumenta ainda mais a sensação de obesidade.

Mas tudo isso também não pode ser uma desculpa. Apesar de o anticoncepcional ser algo negativo para o emagrecimento, a rotina diária pode surtir efeitos adaptativos muito mais potentes. Dieta, treino e hábitos regrados tem um impacto muito mais intenso sobre o emagrecimento do que a utilização de anticoncepcionais sintéticos!

Mas se o anticoncepcional é ruim, qual a saída?

Não usar nenhum método contraceptivo é totalmente fora de cogitação, não é? Então qual a saída se os anticoncepcionais tradicionais trazem tantos malefícios? Aqui, a primeira regra a ser seguida é procurar um ginecologista atualizado e que busca novos métodos.

Existem diferentes métodos, que além das pílulas de hormônios bioidênticos, podem ser muito menos agressivos ao metabolismo hormonal e que tem um efeito tão bom ou até melhor.

Além disso, é importante salientar que a questão hormonal também está diretamente ligada ao estilo de vida e que não adianta jogar toda a culpa de seu insucesso nos anticoncepcionais. Lembre-se que nosso corpo é um todo e não um amontoado de partes!

Procure sempre ajuda profissional e tenha uma rotina regrada e saudável! Bons treinos!

Sobre Sandro Lenzi

Professor de educação física formado pela Uniasselvi Fameblu, pós graduando em fisiologia do exercício e em Personal Trainer. Atua como treinador pessoal e com consultoria online para treinamento. Também é redator na área da saúde, treinamento físico e qualidade de vida.

5 Comentários

  1. Triste é pagar consultas caras na minha cidade para ouvir de médicos que quem tem ovário policístico e hiperplasia adrenal(sem sintomas) deve ser tratada exclusivamente com pílula anticoncepcional. Não tem pra onde fugir parece.

    • Também tenho Camila, mas há a possibilidade de tratar com metformina. Nos produzimos mais testosterona que as outras mulheres, então assim, se não equilibrar o hormonal feminino, dá muita espinha e até hipersurtismo. Achei melhor tratar com a pilula, toma de dosagem bem baixinha e não me atrapalhou não.

    • Fui diagnosticada com ovários micro policísticos e tomei remédios homeopáticos por 3 meses. Nunca mais voltaram os cistos. Já faz 4 anos. Procure um medico homeopata e você não vai precisar tomar hormônios.

    • Camila ,eu uso o Diu Mirena ele é indicado para quem tem ovários policisticos também eu não uso mais anti pois fiquei hipertensa depois da gravidez ,o hormônio do Mirena é minimo ,somente progesterona em pequenas doses que age direto no útero ele não entra na corrente sanguinea ,notei uma grande diferença nos meus ganhos de massa magra e emagrecimento agora sem o anticoncepcional oral ,eu tive em 3 meses o resultado que eu demorei 1 ano para ganhar tomando anti .
      .

  2. FLAVIA BARBOSA DOS SANTOS

    Tomei muitos anos pílula anticoncepcional para tratar os ovários policísticos. Na verdade tomei anticoncepcionais metade da minha vida (16 anos dos meus 33), sem saber de todos esses malefícios.
    Ano passado, depois de ter um inchaço muito grande nas pernas, e após consultar tudo que é tipo de médicos, sem um diagnóstico aceitável, decidi parar o anticoncepcional. Foi a solução para o inchaço, nunca mais tive problemas. Porém, desde lá não tenho mais menstruado e tenho muita dificuldade para perder gordura e ganhar massa muscular. O nível de estradiol está muito baixo agora, mas chegou a estar abaixo do mínimo. O nível de testosterona livre também é baixíssimo e já esteve no limite mínimo. Esperei muito para ver se meu corpo voltava ao normal sozinho, mas agora vou atrás até resolver o problema. PS: até o momento, os médicos afirmam que não se trata de menopausa precoce.

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arnold D 160

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