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Tentativa e erro, a base do treinamento físico

Nosso corpo reserva particularidades, questões que não podem ser mensuradas facilmente. Isso faz com que a tentativa e erro seja uma das bases do treinamento físico.

Tentativa e erro na musculação

No meio da educação física há discussões constantes sobre métodos de trabalho. Muitas vezes, até acaloradas. Alguns defendem uma abordagem mais prática, pautada nas vivencias do treinador apenas. Outros, defendem uma visão muito mais cientifica.

Eu particularmente, sempre gostei mais do segundo grupo. Porém, quando falamos em ciência, temos que ter uma coisa clara: ela jamais chegará a uma verdade absoluta, inquestionável e que se aplica a qualquer caso. E mesmo esta ciência, tem como base, como cerne de sustentação, a tentativa e erro.

Isso significa que o treinamento físico é uma “aventura”? De forma alguma! Quero te mostrar que não há como prever exatamente algumas questões e que precisamos da tentativa e erro. Porém, ela deve ser pautada em uma base científica. Caso contrário, passa a ser vidência e não ciência!

Tentativa e erro no treinamento físico, desde os primórdios até hoje!

A ciência tem um papel fundamental para o treinamento físico em geral: nos dar as bases de conhecimento, os métodos e mostrar suas comprovações. Porém, em todo e qualquer estudo que seja de boa qualidade, há um campo chamado limitações.

Sim, todo estudo decente tem limitações!

Ou seja, ele se enquadra muito bem para determinado público, mas não pode ser usado como única fonte de informações.

Da mesma forma, o pesquisador que realiza tal estudo, deve inicia-lo sem ter exata noção do resultado. Se ele souber o resultado, deixa de ser um estudo cientifico.

Com isso, a tentativa e erro é uma das bases cientificas.

Mas como assim?

Quando falo em tentativa e erro, quero mostrar um método de trabalho. Você usa determinada metodologia, ambiente, contexto e população, para tentar encontrar os resultados de determinado objetivo.

Ou seja, estamos “testando” algo. Como qualquer teste, podem sim ter resultados positivos ou não.

O treinamento físico, desde o momento que o home percebeu que treinar era preciso para aumentar o desempenho, se baseia nisso.

Tentar um novo método, uma nova estratégia, para alcançar determinado objetivo. Principalmente em tempos mais antigos, onde não havia nem sombra do desenvolvimento cientifico que temos atualmente. Por incrível que pareça, nesta época, alguns atletas alcançavam um desempenho que até hoje, com todo o aparato que temos, é difícil de ser batido.

Muitos métodos, que mais tarde foram comprovados pela ciência como efetivos, nasceram da tentativa e erro.

Ok, mas como isso impacta em sua rotina de treinamentos?

Tentativa e erro, como seu treinador pode manter a sua segurança?

Chegamos no ponto principal deste texto. Ficou claro que um treinador não tem como saber, exatamente, como determinada pessoa reagirá aos estímulos. Há sim, probabilidades, que se tornam muito mais próximas da exatidão, conforme seu conhecimento e experiência. Mas certeza absoluta, não existe.

Toda vez que eu paro para montar uma periodização, sei que há ali, possibilidades de erros. Então eu traço uma espécie de “plano de contingência” para determinadas situações. Mas mesmo assim, há fatores que prejudicam os resultados.

Imagine o seguinte cenário: dentro da periodização, temos um mescociclo de força máxima. Ou seja, todos os estímulos (ou a grande maioria deles) está direcionado para este objetivo.

Mas e se a resposta do aluno/atleta não for a esperada? Teremos que usar um outro método, uma outra estratégia. Ou seja, é tentativa e erro.

É importante salientar um ponto muito importante: isso não significa que o treinador não precisa saber o que está fazendo.

Na verdade, quanto mais conhecimento e experiência prática ele tiver, menores são as chances de erro. Mas infelizmente, elas sempre existem.

Leia também: Conheça os diferentes modelos de periodização para a musculação

Por isso, é fundamental procurar um treinador que tenha estes dois elementos. Conhecimento cientifico é fundamental para qualquer treinador. Ele precisa ser estudioso, acompanhar o que há de novo e nunca ser “fanático” por determinados conceitos.

Porém, sua experiência prática também é fundamental. Por experiência, entenda que estou falando de suas vivencias como treinador, não o tamanho de seu bíceps.

Achar que alguém que é “grande” está habilitado para dar seu treino, apenas por este fator, é falta de senso crítico.

O ideal é ter sempre, um treinador com vivencias práticas, que treine e tenha bons resultados no que ele se compromete a fazer. Caso contrário, você corre risco de ficar na mão de gente aproveitadora.

O treinamento físico é altamente complexo. Muitas variáveis estão envolvidas. Muito mais do que apenas a questão fisiológica e metabólica, temo questões pessoais, motivação, ambiente e outros. Um bom treinador é aquele que sabe usar todos esses elementos na melhora dos resultados.

Leia também: Como deve ser o período básico de sua periodização de musculação

Portanto, não é só pratica e nem só teoria, é vivencia. Quem não tem isso, terá dificuldades em conseguir bons resultados. Bons treinos!

Sobre Sandro Lenzi

Professor de educação física formado pela Uniasselvi Fameblu, pós graduando em fisiologia do exercício e em Personal Trainer. Atua como treinador pessoal e com consultoria online para treinamento. Também é redator na área da saúde, treinamento físico e qualidade de vida.

Um comentário

  1. queria saber se para iniciante que precisa emagrecer mas ganhar massa magra é mais aconselhável treinamento funcional ou musculação?

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