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Por que comer pouco não é eficiente para emagrecer?

As dietas altamente restritivas em termos de calorias são muito comuns no emagrecimento, mas pouco ou nada eficientes.

Comer pouco para emagrecer

Pergunte a qualquer leigo qual a melhor maneira de emagrecer. Provavelmente virá uma fórmula, acompanhada de um “fecha a boca”. O contexto de comer pouco ou quase nada para emagrecer está muito bem gravado no imaginário popular. As pessoas acreditam que para emagrecer de verdade, basta ingerir poucas calorias. Por isso, estas pessoas não se mantêm magras!

Nosso corpo é muito complexo e o emagrecimento ainda é muito estudado pela ciência, pois ele apresenta variáveis complexas de serem analisadas.  Uma delas é a ingestão calórica. É consenso que o emagrecimento deve ser baseado em uma dieta hipocalórica (onde a ingestão é menor do que os gastos). Porém, esta dieta hipocalórica deve levar em conta não apenas as necessidades diárias, mas sim, os gastos com atividades físicas.

Mas isso de maneira alguma quer dizer que você precise passar fome! Pare de imaginar que seu corpo precisa passar por uma grande restrição para que você perca os excessos de gordura corporal! Na verdade, quanto mais restritiva for sua dieta, menores as chances de emagrecer de verdade. E é importante salientar que estou falando de emagrecimento e não de perda de peso!

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Por que comer pouco é perda de tempo?

Além de tornar o processo de emagrecimento muito mais sofrido, as dietas altamente restritivas ainda trazem um risco para a saúde e são muito pouco eficientes! Em um estudo de Redman (2012) foi possível verificar que dietas com caráter altamente restritivo (800Kcal/dia ou menos), não apenas induzem a pouca ou quase nenhuma redução de gordura corporal, como também tornam o metabolismo ainda mais lento, o que torna o processo insustentável.

Além disso, é muito importante entender que o gasto calórico total de uma pessoa está também relacionado com a quantidade de calorias gastas na digestão dos alimentos. No contexto geral, tudo isso conta positivamente.

Outo ponto que merece destaque é que com dietas de baixa ingestão calórica, geralmente temos um déficit nutricional. Fica muito mais difícil atingir as necessidades de todos os nutrientes, para que seu metabolismo continue funcionando corretamente.

Imagine, por exemplo, que suas necessidades calóricas totais sejam de 2300 calorias. Se você ingerir menos de 1000 calorias, será impossível atingir todas as necessidades nutricionais. Com isso, seu metabolismo se torna ainda mais lento, pois não tem todas as “ferramentas” para funcionar corretamente. Não existe a possibilidade de que você atinja todas as necessidades com uma restrição como esta. Com isso, toda a sua funcionalidade fica prejudicada.

O resultado é muito claro! Metabolismo lento, processos fisiológicos e metabólicos prejudicados e sua saúde comprometida.

Agora imagine tudo isso e adivinha de onde o organismo vai tirar grande parte da energia que ele precisa? Se você ingere pouco carboidratos e gorduras (por causa das calorias), sobre para seu corpo usar os aminoácidos como fonte de energia. Perdendo aminoácidos, você perde músculos, o que torna o metabolismo ainda mais lento. Resultado, você até perde peso, mas não emagrece!

Não tem jeito, quer emagrecer? Controle sua alimentação, mas de maneira inteligente e planejada! É imprescindível que seu nutricionista faça um cálculo de suas necessidades diárias e em cima disso, reduza de 10 a 20% a quantidade de calorias. Mas é lógico que dentro do que sobre de calorias para você ingerir, é fundamental que haja a quantidade de nutrientes necessária para a manutenção de todos os processos!

Aliado a isso, use treinos intensos, que irão acelerar mais seu metabolismo, fazendo com que a lipólise seja acentuada. Outro ponto importante é a utilização de exercícios resistidos, que além de aumentarem o metabolismo pelos processos de regeneração celular, ainda melhoram o metabolismo basal. Isso acontece por que os músculos são tecidos ativos, que consomem muito mais energia. O resultado, uma lipólise mais acentuada.

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Desta maneira, seja com HIIT ou musculação, será possível emagrecer sem que haja a necessidade de dietas altamente restritivas.

Isso faz com que o processo de emagrecimento seja muito mais saudável e principalmente, sustentável. Quem segue isso à risca e tem a paciência necessária para esperar os resultados, não sofre com o efeito sanfona e tem sua saúde muito mais beneficiada.

Te mostrei o que era para ser mostrado, agora a escolha é sua! Se ainda prefere insistir nestas dietas malucas, com restrição de calorias e de nutrientes, só posso te desejar boa sorte! Bons treinos!

Referências:
Redman, L.M. Effect of dietary protein content on weight gain, energy expenditure, and body composition during overeating: a randomized controlled trial. JAMA. 2012

Sobre Sandro Lenzi

Professor de educação física formado pela Uniasselvi Fameblu, pós graduando em fisiologia do exercício e em Personal Trainer. Atua como treinador pessoal e com consultoria online para treinamento. Também é redator na área da saúde, treinamento físico e qualidade de vida.

2 Comentários

  1. Sandro parabéns pelo seu blog. Gostei demais do seu conteúdo 🙂

  2. Isso tudo vai me ajudar muito, quero emagrecer o mais rápido possível.

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