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Memória Muscular, porque nos ajuda hoje e porque poderá nos ajudar no futuro?

Entenda como funciona a memória muscular e o quanto ela pode ser importante para quem já treinou muito, interrompeu e está retornando aos treinos.

A grande maioria dos frequentadores de academias pelo mundo já tiveram momentos em que tiveram que ficar curtos ou até longos períodos sem treinar, devido a compromissos externos como trabalho ou viagens, ou por lesões e doenças.

E estas mesmas pessoas quando voltaram às suas rotinas de exercícios (em menor ritmo obviamente), com certeza notaram que as quantidades de peso não eram as mesmas daquela primeira vez que foram a uma academia, isso porque, mesmo nos casos de muito tempo longe dos aparelhos, nossos músculos mantém a chamada “memória muscular” bem guardada.

Pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, atestaram que nos camundongos esta memória chega a ser mantida por cerca de 3 meses, um tempo bem extenso para animais que vivem em média 2 anos.

Os músculos são formados por células longas, salpicadas de núcleos, denominadas miócitos, e são estes núcleos existentes nestas células que controlam o ganho de massa muscular. Por isso, quando realizamos exercícios físicos e exigimos “algo mais” de nossos músculos, novos núcleos são criados, com o objetivo de gerenciar esta exigência, promovendo assim o crescimento muscular.

Até aí, nada novo, mas o que os cientistas noruegueses descobriram, é que mesmo com o desuso destas células, por longos períodos, elas não morrem, apenas diminuem de tamanho, reduzindo seu volume.

Entenda a pesquisa:

  • No experimento um dos músculos das patas dos camundongos foi cortado, sobrecarregando o outro;
  • Este “novo” músculo foi sobrecarregado e se desenvolveu intensamente durante 10 dias de observação e acompanhamento;
  • Após este período, o mesmo músculo foi retirado e levado à atrofia;
  • Passados 14 dias, seu volume diminuiu muito, porém o número de miócitos (núcleos controladores das células) manteve-se inalterado;
  • A observação manteve-se por mais tempo, e até um longo período de 3 meses, os núcleos mantiveram-se sem nenhuma alteração.

Este estudo não contrariou diretamente artigos já divulgados no meio da saúde sobre os assuntos “Memória Muscular” e “Atrofia Muscular”, mas complementou-os com a informação de que, mesmo ocorrendo a apoptose (morte celular) das fibras musculares, e consequentemente a atrofia muscular, os núcleos desenvolvidos nos tecidos musculares não vinham a ser extintos.

 

Isso levanta diversos assuntos a serem discutidos, como por exemplo, atletas que utilizam esteroides e anabolizantes e são pegos no dopem. Por quanto tempo exatamente eles devem ser banidos do esporte? Qual o volume e o tempo máximo que estas pessoas vão “desfrutar” desta memória muscular?

Ainda não foram feitos estudos em humanos que tragam esta informação com precisão, mas como dito no inicio do texto, de certa forma já havíamos percebido isso naturalmente em nosso dia a dia de treinos. Nosso corpo é sim capaz de guardar em algum lugar aquele desenvolvimento muscular que já tivemos, mesmo que fiquemos parados por um tempo.

Claro que existem alguns outros pontos a serem observados aí, como por exemplo, o conhecimento dos exercícios e movimentos, algo relacionado ao nosso sistema nervoso. Da mesma forma que sempre falamos “isso é que nem andar de bicicleta, a gente não esquece”, pra quem já frequentou por um bom tempo a academia, logicamente que a volta aos treinos será mais fácil, mas agora estamos chegando cientificamente à resposta.

Será interessante entender cada vez mais este assunto para que possamos modelar treinos e rotinas que sejam capazes de tirar o máximo proveito desta situação. Sabendo exatamente qual o período de “repouso” de nossa memória muscular, um plano poderá ser traçado para deixar um ou outro músculo de lado e alimentá-lo indiretamente por exemplo.

Outro ponto importante descoberto na pesquisa foi a questão da idade e da capacidade da “Memoria Muscular”, o resultado mostrou que quanto mais jovem for o individuo, melhor sua capacidade de gerar miócitos, e assim mais chance de recuperar “a musculatura perdida” mesmo com uma idade mais avançada. Isso é mais uma prova de que ao exercitarmos nosso corpo quando jovens, nossa saúde quando mais velhos será melhor, ou ao menos, mais fácil de ser recuperada.

Imagine só se o simples fato de uma geração inteira de crianças e adolescentes serem beneficiados no futuro, pelo simples fato de ter aulas de educação física de forma orientada, ter uma vida mais saudável e com menores perdas musculares quanto idosos, com certeza refletiria em maior qualidade de vida e longevidade.

Portanto, quando estiver lá levantando um haltere, ou empurrando um leg press, ou simplesmente batendo uma bola com os amigos (não apenas uma vez por semana), saiba que sua Memória Muscular está em ação, e que com toda a certeza seu corpo está gostando e apoiando sua atitude.

Estimule sua Memória, Muscular!

4 Comentários

  1. Este site é pura informação nota 1000 mestres do bodybuilding

  2. Muito bom! nunca li nada sobre.
    O site, para ficar mais top, poderia colocar algumas referências e tals…

  3. Muito Bom, Porem a Informação sobre os 3 Meses não é tão correta assim, Testes assim ainda não foram feito em Humanos so em Ratos, esses 3 meses de Memória Muscular foram diagnosticadas em Ratos, que tem só 2 anos de Vida Maxima,A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega. Por meio de testes com Camundongos, eles descobriram que mesmo interrompendo o treinamento por um tempo, as pessoas conseguem fazer com que a quantidade de miócitos permaneça praticamente inalterada após essa pausa, nos Humanos que temos uma vida muito maior, e uma capacidade muscular muito maior, creio que não se compara! na Minha Opinião a Memória Muscular Humana, pode pendurar por muito mais tempo.

    • Pelo amor de Deus Cícero! Qual matéria você leu? Evidentemente que do texto acima se depreende que os três meses se referem exatamente a relação tamanho e consequente peso do animal x expectativa de vida dele. Em nenhum momento o texto narra que em humanos a memória muscular perduraria apenas por esse período de três meses. Muito pelo contrário, a matéria é clara nesse sentido, informando a ausência de realização de testes em humanos, mas cogitando que a prevalecer essa relação, considerando o maior tamanho e peso dos humanos x sua maior expectativa de vida, levaria a se pensar que essa memória muscular também perduraria, proporcionalmente, muito mais nos humanos. Acorda Cícero!!! Antes de afirmar uma incorreção num texto, se dê ao trabalho de ao menos ler a toda a matéria!!!

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