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Lombalgia – como seu treino pode prejudicar sua coluna

Dor lombar após cometer exageros ou executar exercícios de forma incorreta? Pode ser o início da lombalgia.

Lombalgia (lombar – é a parte da coluna que abrange as cinco vértebras denominadas de L1 até L5, que faz limite superiormente com a região torácica e inferiormente com a coccígea; e algia = dor) é o nome dado às dores na região posterior baixa, ou lombar da coluna vertebral devido a alguma anormalidade nessa região, seja temporária ou recorrente. Essa região possui as vértebras mais largas e grossas da coluna e é caracterizada por dar maior sustentação, apoio estrutural e flexibilidade ao corpo, absorver impactos, sendo o ponto que mais recebe pressão, tensão e esforço na hora dos movimentos corporais e por esses motivos, dores e desconfortos nesse local são tão frequentes.

Causas da lombalgia

Segundo Brigandó e Macedo (2005),

“muitas vezes é secundária a uma alteração postural (mecânica) que pode ser adquirida tanto estática (em alguma posição qualquer, parado, por um longo período de tempo), ou em movimento, com trabalhos repetitivos, quedas, carregando ou levantando objetos mais pesados de forma indevida.” Também pode ter início a partir de outras causas como inflamatórias, nervosas, reumáticas, infecciosas, herniações, desgaste ou degenerações vertebrais nessa região.

Classificações

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A lombalgia pode ser classificada de acordo com sua etiologia ou cronicidade. Pela sua etiologia, ela pode ser específica ou inespecífica. Específica está relacionada com alguma doença que seja causa da dor, como hereditárias, sistêmicas, infecções, neoplasias (câncer), inflamações, deformidades ou alterações degenerativas; que na verdade, são aquelas que têm diagnóstico. A inespecífica é quando os sintomas aparecem e não tem nenhuma condição de doença nem trauma, ou seja, é apenas por sobrecarga na região, má postura ou trabalho repetitivo, sendo apenas muscular sem outro trauma relacionado.

Pela sua cronicidade, a lombalgia pode ser aguda ou crônica. Aguda é quando a dor tem início súbito, e persiste em até um mês. Crônica, a dor tem início impreciso e é reincidente, e a recorrência ocorre em menos de seis meses ou persiste por mais de três meses.

Os tratamentos variam de acordo com o tipo de lombalgia e grau, se tem doença associada ou não, mas normalmente no início é conservador, utilizando repouso, medicamentos e fisioterapia, depois, o fortalecimento da região, para que isso não venha a ocorrer novamente.

Relação da lombalgia com o treino

lombalgia dor lombar treino musculacaoÉ muito comum a existência dessas dores, até mesmo pelo fato de a região lombar ser a que suporta maior parte do peso corporal, ali é gerada muita tensão e se encontra em um local que não tem outra proteção óssea na estrutura como, por exemplo, as costelas na coluna torácica e a cintura pélvica no sacro, o que facilitaria a estabilização muscular, diminuindo o risco de lesão. Na hora do treino, essa dor pode ser obtida pelo uso ou levantamento de alguma carga excessiva, em algum exercício que sobrecarregou a lombar, em algum exercício feito de forma incorreta, ou ainda em outro que exigiu uma tensão muscular excessiva, sendo que a musculatura não esteja forte o suficiente para a atividade. Leia também:
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A forma aguda e inespecífica tem mais a ver com as lombalgias sentidas por quem treina, porque geralmente, a pessoa não tem nenhuma doença relacionada, só ocorre por uma sobrecarga muscular, e pode durar até uma semana. Pode ser aquela dor que é chatinha e no início pode até ser intensa, mas no decorrer vai se dissipando aos poucos, mas também pode ser uma dor mais intensa que se mantém, aí é possível que seja algo mais grave como uma distensão, por exemplo, e nestes casos o melhor a fazer é procurar ajuda profissional.

Exercícios que podem prejudicar a lombar se executados de maneira incorreta

Alguns exercícios como pulley costas, leg press, agachamento, abdominal, entre outros que possam colocar em risco a integridade da lombar, devem ser tomados os devidos cuidados com a postura e manutenção da coluna ereta, para evitar a lombalgia e até para sua melhor eficácia. E para isso, é essencial que a musculatura dessa região esteja fortalecida, flexível e aquecida, para que você possa seguir em sua atividade física tranquilamente.

Atenção: Muitos traumas podem ser assintomáticos (sem sintomas), por um determinado período de tempo, na região lombar, ou seja, você pode ter alguma alteração e nem saber. Muitos exercícios são contraindicados e podem piorar o quadro. Por isso, é preciso ir ao médico, fazer alguns exames e conhecer muito bem seu corpo antes de “pegar” firme na academia.

Referência:
BRIGANÓ, Josyane Ulian; MACEDO, Christiane de Souza Guerino. Análise da mobilidade lombar e influência da terapia manual e cinesioterapia na lombalgia. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 26, n. 2, p. 75-82, jul./dez. 2005

Sobre Jeniffer Manfrini

Fisioterapeuta formada pela Uniasselvi Fameblu, apaixonada pela incrível máquina que é o nosso corpo humano, sempre em busca de novos conhecimentos e experiências. Atua como estagiária pela faculdade e é uma futura pós-graduanda em dermato-funcional.

2 Comentários

  1. Parabéns , ótimo Post!
    Acesso sempre o site , muito bom o website de vocês !

  2. Muito bom o site muito bem explicado
    Parabéns aos redatores.

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