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Hipertensão Arterial Sistêmica – Tudo que você precisa saber

Todas as informações sobre a hipertensão arterial sistêmica, o que ela é, como preveni-la e o tratamento para manter sua saúde e bem estar.

A hipertensão arterial, também chamada de pressão alta, é uma doença prevalente em todo o país, principalmente em pessoas obesas e sedentárias. Estima-se que 20% da população brasileira tenha essa patologia, e muitas vezes, sem ser diagnosticada.

O que é?

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é definida como uma patologia na qual o indivíduo apresenta níveis médios aumentados de pressão arterial, ou seja, da pressão sanguínea.

Essa elevação da pressão aumenta, a curto ou a longo prazo, o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que são graves e causam muitos danos ao organismo. Entre essas doenças estão o infarto, a insuficiência cardíaca congestiva, o acidente vascular encefálico, a insuficiência renal e outros. O problema é que todas elas, caso não tratadas precocemente, podem colocar a vida do indivíduo em risco.

O que causa a Hipertensão Arterial Sistêmica ?

Hipertensão Arterial SistêmicaO coração trabalha como uma máquina que manda o sangue para o corpo, necessário para que todas as células sejam nutridas e ele funcione perfeitamente.

Ele funciona em duas fases: a primeira, quando ele bombeia o sangue de suas cavidades para o corpo e a segunda, quando ele relaxa e abre para receber o sangue que vem do corpo. Durante essas fases, de contração e relaxamento, é que são medidas as pressões sistólica – durante a ejeção do sangue – e diastólica – durante o relaxamento do coração.

A HAS acontece quando, por algum motivo, o coração precisa fazer mais força do que o normal para que o sangue seja bombeado para o corpo. Isso pode acontecer por vários motivos, entre eles:

as artérias e veias tem as paredes mais grossas, diminuindo o “espaço” para a passagem do sangue, o que é chamado de aumento da resistência periférica vascular;

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aumento da retenção de água pelos rins – que pode ser pela grande ingestã de sal;

formação de placas de gordura na parede dos vasos, tornando-os menos flexíveis;

Assim, a Hipertensão Arterial Sistêmica pode ser causada por alterações naturais do organismos – o envelhecimento, por exemplo, naturalmente causa o aumento da resistência vascular periférica – ou por hábitos de vida, como tabagismo, grande ingestão de sal e gorduras, etc. Esses fatores de risco serão citados mais adiante.

Como a HAS é classificada

Defini-se que um indivíduo tem HAS quando a média da pressão arterial, depois que ela é medida várias vezes, é igual ou maior a 140×90 mmHg. Isso significa que o coração está fazendo um esforço grande e que algumas transformações estão ocorrendo no organismo que podem ser tão graves que o tratamento medicamentoso é recomendado.

Em 2003, o Joint Comitee of High Blood Pressure classificou as pressões em:

– Normal: caso ela seja até 120×80 mmHg;

– Pré- hipertensão: até 139×89 mmHg;

– Hipertensão estágio I (leve): até 159×99 mmHg;

– Hipertensão estágio II (moderada/grave): maior ou igual a 160×100 mmHg.

Os riscos aumentam conforme o aumento da pressão, e quanto maior ela for, mais provável que os acidentes ocorram.

Ela também e classificada em primária, quando a causa do aumento da pressão é desconhecida (95% dos casos) ou secundária, quando a causa é conhecida. Nesse segundo grupo encontram-se as hipertensões causadas por doenças como estenose de artéria renal, doença parenquimatosa renal e o uso de anticoncepcionais. Obviamente, não são todas as pessoas que apresentam essas doenças que irão desenvolver a HAS, mas elas tem grande risco.

O que a Hipertensão Arterial causa no organismo

É aqui que encontra-se o problema. O aumento da pressão arterial, isolado, não é importante, mas sim, as lesões que esse aumento pode causar no corpo.

A HAS causa danos, essencialmente, em vasos sanguíneos e no coração. Porém, como todos os órgãos e células do corpo são irrigados pelos vasos, todos eles podem ser afetados pela doença.

Essa lesão vascular causada pela HAS atinge principalmente o rim, o cérebro, o coração e a retina.

No rim, o dano é lento. Ocorrem micro lesões vasculares com o tempo, danificando e “matando” os vasos responsáveis pela filtração da água do corpo e da retirada de toxinas. Se ela não é tratada, essas lesões podem ser em grande número e fazer com que o rim pare de funcionar totalmente. Com isso, as toxinas não são retiradas do organismo e o dano é enorme.

Na retina ocorre o mesmo processo. Nesse caso, a visão é comprometida e, normalmente, não é recuperada.

No cérebro (e em outros órgãos, mas com menor frequência), ocorre o entupimento de vasos por placas de ateroma – aquelas placas de gordura formadas nos vasos pela HAS. Quando esse vaso entope, há o Acidente Vascular Encefálico, que causa danos irreparáveis ao Sistema Nervoso Central e ao funcionamento do indivíduo. Da mesma forma, isso pode acontecer no coração e causar o Infarto Agudo do Miocárdio.

Causas e fatores de risco

O grande perigo da HAS é que muitas vezes ela é assintomática em seu início. Muitas pessoas só começam a sentir as consequências da lesão nos órgãos quando ela já é muita extensa, e assim, irreparável. Por isso, é essencial que todos façam exames periódicos para aferição da pressão arterial, para que a doença seja encontrada precocemente e os danos sejam evitados.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença e suas consequências – ou seja, as situações em que o risco de desenvolvê-las é maior – são:

Tabagismo;

Obesidade;

Sedentarismo;

Idade maior do que 50 anos;

Dieta rica em sal e gorduras;

Doenças crônicas, como o alto índice de triglicérides no sangue (dislipidemia) e diabetes mellitus.

Assim, o cuidado para evitar esses fatores é um ponto de início importante para a prevenção da HAS.

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Tratamento para Hipertensão arterial sistêmica (HAS)

O tratamento do paciente com HAS é feito não apenas para abaixar os índices pressólicos, mas também para reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

Para se prevenir, o uso de medicamentos é importante. Para isso, usam-se drogas anti-hipertensivas como diuréticos, beta-bloqueadores e antagonisas de enzimas que agem no rim.

Porém, é essencial que haja, concomitamente, modificações dos hábitos de vida. Os mais importantes são:

– Restrição sódica: diminuição importante do consumo de sal. Para isso, os indivíduos são orientados a não levar o sal a mesa, substituí-lo por ervas e outros temperos e evitar o consumo de refeições industrializadas, que sempre contêm muito sal em sua preparação;

– Aumento da ingestão de potássio e cálcio: isso pode ser feito pela inserção na dieta de certos alimentos ricos nesses nutrientes. Os melhores para o consumo de cálcio são o brócolis, espinafre, soja e grão de bico. Os que contêm grande quantidade de potássio são a banana, a abóbora, o mamão e a batata.

– Perda de peso: a obesidade é um grande fator de risco para o desenvolvimento de doenças coronarianas e a hipertensão;

– Restrição do consumo de álcool: o consumo de etanol pode inibir o funcionamento das drogas anti hipertensivas;

– Parar de fumar;

– Exercício físico regular: ele diminui, de forma independente, os níveis da pressão arterial e ajudam muito no combate à HAS.

A HAS é um importante tema quando se discute saúde, e a principal maneira de combatê-la é a prevenção. Portanto, é importante ter uma dieta equilibrada, sem abusos, a prática de exercícios físicos regulares e, especialmente, a visita ao médico regularmente.

Referência:
Livro Cecil – Tratado de Medicina Interna. 23 Edição.
Ausiello, Dennis; Goldman Lee / Elsevier.

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