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Entorse de tornozelo – Quais os cuidados tomar na hora da corrida

Separamos algumas dicas e cuidados para se evitar o entorse de tornozelo.

Os pés são elementos que exigem muito cuidado na corrida, estão em constante movimento e o tempo todo existe mecanismos policiando sua estabilidade, equilíbrio e posicionamento corretos, para que nenhuma lesão ocorra. No entanto, cada um possui um tipo de pisada diferente, usam calçados diferentes, e isso faz toda a diferença na hora dessa atividade. Muitas vezes, no decorrer da corrida, aparece um obstáculo imprevisto, ou até mesmo uma pisada indesejada, onde acontece um desequilíbrio e pronto, quando você percebe, está no chão. Vamos ver o que acontece nessa lesão, e o que podemos fazer para impedi-la .

O que é a entorse de tornozelo?

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A entorse de tornozelo nada mais é do que a torção do pé, com lesão articular na área do tornozelo, e esta pode ser por inversão ou eversão do pé.

Inversão é quando o pé vira para dentro e a articulação é forçada para fora, essa é a forma mais frequente, porque o maléolo lateral (proeminência óssea da fíbula na parte lateral do tornozelo, sendo mais saliente e perceptível ao toque) é mais baixo que o medial, sendo mais instável e mais suscetível à torção, e também porque é muito mais fácil pela amplitude do movimento, ou seja, graduação do movimento articular que é possibilitado pela articulação em sua plenitude, o pé virar pra dentro do que para fora.

Eversão é quando o pé vira para fora e a articulação é forçada para dentro, em uma angulação articular totalmente fora do padrão anatômico. Neste caso, o maléolo medial (uma proeminência óssea da tíbia na parte medial do tornozelo, é menos saliente que o lateral, mas também é perceptível ao toque) sendo mais alto e de mais difícil lesão, quando essa ocorre, geralmente é mais grave que a lateral, e de pior recuperação.

A entorse de tornozelo por ser uma sobrecarga articular, pode vir acompanhada de lacerações, estiramentos e rupturas, nos músculos, tendões, cápsulas articulares, ligamentos e pode chegar até a uma fratura óssea. Ela pode se apresentar com uma grande inflamação local, com dor intensa, inchaço, vermelhidão, rigidez articular, calor local, interrupção do movimento e perda de propriocepção (é a capacidade inconsciente de sensibilidade do movimento e posição articular no espaço).

Tipos de lesão no entorse de tornozelo

A entorse é definida de acordo com a sua gravidade, e é classificada de acordo com o grau da lesão:

Grau I: Há estiramento ligamentar, mas sem ruptura, sem instabilidade e ocorre dor, inchaço e vermelhidão local.

Grau II: Ruptura parcial dos ligamentos com instabilidade articular, nesta fase existe dor, edema, diminuição da sensibilidade e rigidez articular, de intensidade moderada a severa;

Grau III: Ligamentos totalmente rompidos, com grande e visível instabilidade articular, neste grau, todos os sintomas citados anteriormente estão presentes, e em alta intensidade.

OBS. No caso de uma entorse por eversão, geralmente ocorre fratura óssea, e neste caso, muitas vezes é cirúrgico.

O tratamento é basicamente imobilização, repouso, aplicação de gelo e elevação do membro, além de antiinflamatórios e sessões de fisioterapia. Mas lembre-se que o tratamento varia de acordo com o grau da lesão, e com o tempo individual de recuperação.

Atenção na corrida!

Calçado: ele pode ser seu aliado, mas também pode te prejudicar. É importante escolher um que se adapte ao seu pé, seja leve, confortável e que diminuía o impacto da corrida em suas articulações. Seu calçado precisa te trazer segurança!

Aquecimento: é essencial. Essa é a preparação diária que seu corpo necessita. Ele irá lubrificar as articulações e “aquecer” sua musculatura, além de prevenir diversas lesões, ele ainda aumenta a efetividade dessa atividade.

Treinamento muscular: O fortalecimento dessa musculatura irá deixar o tornozelo mais estável, diminuindo o risco da entorse. Então, se você é iniciante, é bom começar com calma, ok? Sua musculatura necessita de treinamento para se habituar à atividade. E não se esqueçam: também não adianta treinar somente as pernas para a corrida. O corpo todo se movimenta, o ato de andar implica na ativação muscular e articular em geral, e esses movimentos são sinérgicos, ou seja, simultâneos e em conjunto entre a cintura pélvica (quadril) e o cíngulo do membro superior (ombros).

Tornozeleira: Se você já teve algum tipo de entorse ou sente seu tornozelo instável, ou ainda quer se sentir mais seguro (a) na hora da corrida, pode, sim, apostar em uma tornozeleira. De todo modo ela irá ajudar, e caso apareçam irregularidades no solo ou você tenha que mudar bruscamente a direção, ela pode impedir uma possível lesão.

Todo o cuidado é pouco quando o assunto é exercício físico. Qualquer alteração corporal que você tenha, pode afetar todo seu corpo, sua postura, e sobrecarregar sua coluna e outras articulações, o que irá trazer ainda mais complicações para sua corrida e seu desempenho pode ser prejudicado. O importante é ter a consciência do que se pode fazer para mudar e melhorar, e assim você poderá aproveitar sua corrida pra valer e sem preocupações.

Sobre Jeniffer Manfrini

Estudante de fisioterapia pela Uniasselvi Fameblu, apaixonada pela incrível máquina que é o nosso corpo humano, sempre em busca de novos conhecimentos e experiências. Atua como estagiária pela faculdade e é uma futura pós-graduanda em dermato-funcional.

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