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Condromalácia patelar, entenda como ela afeta você!

A condromalácia patelar é uma das doenças articulares que mais prejudica o desempenho e a qualidade de vida das pessoas. Veja neste artigo, um guia completo sobre ela!

Condromalácia patelar

Tida como a articulação mais complexa do corpo, o joelho envolve uma série de fatores e especificidades, que o tornam muito propenso a alguns tipos de lesões. A condromalácia patelar é uma destas lesões, que tanto afetam e prejudicam algumas pessoas. Basicamente, ela pode prejudicar bastante um movimento fundamental para qualquer ser humano: a flexão de joelho.

Por ser um movimento básico, altamente funcional e utilizado no dia a dia, a flexão de joelho envolve a funcionalidade de forma completa. Como a condromalácia patelar acaba sendo uma patologia que prejudica este movimento, ela atua diretamente na funcionalidade de seu portador.

O que é condromalácia patelar?

A patela é um osso que tem como característica, estar inserido em um conjunto de tendões. Basicamente, a patela atua na melhora do movimento de flexão e extensão do joelho e na proteção das estruturas internas.

A patela se conecta a praticamente todas as estruturas articulares presentes no joelho, o que a torna fundamental para a estabilização, mas ao mesmo tempo, faz com que receba forças de muitas direções.

Estas, quando não bem equilibradas, acabam gerando sobrecargas na face interna da patela, que é revestida por cartilagem. Esta cartilagem tem como função permitir o deslizamento da patela no fêmur, nos movimentos de flexão e extensão do joelho.

Caso haja qualquer alteração nestas forças, que atuam sobre a patela, ou até mesmo, caso haja imperfeições na questão óssea, podem gerar o aparecimento de lesões nesta cartilagem.

A Condromalácia Patelar nada mais é do que um “amolecimento” anormal desta cartilagem articular da patela. A condromalácia pode acontecer em diferentes níceis, que vão desde pequenas lesões nesta cartilagem, até a quebra na sua integridade e perda de substância.

Existem 4 graus diferentes de condromalácia patelar:

 Grau I: quando ocorre apenas um amolecimento.

– Grau II: quando há um “desfiamento” da cartilagem.

– Grau III: há rachaduras na cartilagem.

– Grau IV: há exposição do osso.

Estima-se que a condromalácia patelar atinja entre 15 a 33% da população adulta e 21 a 45% dos adolescentes.

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Sintomas da condromalácia patelar

A condromalácia patelar não é uma patologia tão complexa de ser avaliada, do ponto de vista clínico. Basicamente, a condromalácia patelar tem estes sintomas:

– Inchaço na porção inferior da patela.

– Dor constante na região medial da patela (e “por trás” dela).

– Dor após exercícios ou movimentos que gerem muita flexão de joelho.

– Dor após muito tempo sentado.

No geral, a condromalácia é oriunda de algum desequilíbrio muscular. Quando ela é descoberta em fases iniciais, há possibilidades de tornar o quadro muito mais positivo. Porém, em fases mais avançadas, o tratamento se torna mais complexo e raramente conseguimos recuperar a total funcionalidade da articulação do joelho.

Tratamento da condromalácia patelar

Por ser uma patologia de ordem articular e óssea, a condromalácia patelar deve ser diagnosticada por um médico ortopedista (de preferência especialista em joelho). Após o diagnóstico, o tratamento precisa ser feito por um fisioterapeuta.

Isso porque, além de tratar a dor e o desconforto, o fisioterapeuta ainda poderá verificar os desvios que originaram a condromalácia. Em alguns casos, há também a utilização de medicamentos. Os medicamentos mais usados são os chamados condroprotetores, que são compostos basicamente por Sulfatos de Glicosamina e de Condroitina. A função destes medicamentos é proteger o que ainda não foi danificado, em termos de cartilagens.

Por inúmeros fatores fisiológicos, como a pouca vascularização do tecido que forma as cartilagens, há poucas chances de reversão da condromlácia patelar. O tratamento mais comum, consiste na preservação do que ainda está funcional.

O que causa a condromalácia patelar?

De forma geral, a condromalácia patelar é oriundo de desequilíbrios musculares, falta de fortalecimento, de flexibilidade e potencializada por fatores genéticos. Neste caso, para evita-la, um treinamento correto, com as cargas adequadas e a correção de desvios posturais, é fator fundamental.

Além disso, alto impacto articular também é um fator determinante para que a condromalácia patelar possa se desenvolver. Por isso, não é incomum encontrarmos pessoas obesas com este problema.

Como treinar tendo condromalácia patelar

Este é um ponto fundamental. Como já mencionei, a condromalácia patelar é altamente debilitante e prejudica diretamente seus treinamentos. Por isso, a musculação é diretamente afetada por ela.

Em graus mais avançados, fica praticamente impossível realizar um treinamento que envolva flexão e extensão de joelhos. Como estes movimentos são a base do treino de pernas, fica muito mais difícil, em muitos casos, quase impossível, treinar da maneira tradicional.

Em casos mais avançados, usamos exercícios estáticos, para que haja algum nível de fortalecimento muscular de quadríceps e isquiotibiais.

Nos casos mais brandos, o primeiro ponto é descobrir o que está gerando o desgaste anormal da cartilagem patelar. Após isso, trabalhar de forma a corrigir, aliando a musculação com a fisioterapia.

Além disso, nestes casos devemos evitar movimentos com uma amplitude muito elevada ou movimentos que tenham grande atrito nesta cartilagem, como a cadeira extensora.

O ideal para estes casos, é o fortalecimento integral dos músculos, melhora da flexibilidade e acompanhamento constante do fisioterapeuta e do ortopedista. Ações como fortalecer o vasto medial, podem atenuar os sintomas e estabilizar o quadro.

Após avaliado, diagnosticado e liberado pelo ortopedista para musculação, um profissional de educação física deve elaborar um treino respeitando sua individualidade e também o grau de condromalácia, para seguir com o tratamento.

Leia também: A importância de fortalecer o vasto medial para preservar o joelho

No geral, isso demonstra o quanto o treinamento resistido precisa ser bem acompanhado e bem prescrito, com acompanhamento constante e bons profissionais para te ajudar! Bons treinos!

Sobre Sandro Lenzi

Educador físico apaixonado pelo desenvolvimento humano. Atuo como produtor de conteúdo, personal trainer e com consultoria online.

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