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Como prevenir o estiramento e a distensão muscular

Entenda a diferença entre estiramento e distensão muscular, graus da lesão, tipos de tratamento e como prevenir.

Na hora de qualquer exercício ou atividade física, é muito comum sofrermos algum tipo de lesão, e por menor que seja nos traz um incômodo enorme. O estiramento e a distensão muscular podem estar bastante associados a práticas físicas sem a devida preparação, ou a um esforço abrupto. O estiramento e a distensão se confundem, e realmente são sinônimos, utilizamos a separação apenas para termos de classificação. Muitos profissionais utilizam somente um dos termos para a descrição dessa lesão, mas prefiro dessa forma por facilitar o entendimento. Bem, vamos conhecer um pouco mais sobre isso e nos aprofundar no assunto.

Diferença entre estiramento e distensão muscular

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Estiramento: como a própria palavra já remete, é caracterizado por um alongamento excessivo das fibras musculares, tendíneas ou ligamentares, não ocorrendo ruptura. Esta lesão ocorre predominantemente na fase excêntrica da contração que é quando as fibras musculares se alongam, distanciando as extremidades articulares, uma vez que a fase concêntrica (onde há encurtamento das fibras musculares, aproximando as extremidades articulares) não permite fisiologicamente a lesão. Pode aparecer apenas com uma dor súbita, ou pode vir acompanhado de inchaço, limitação de movimento e propriocepção (sensibilidade e localização do movimento no espaço) diminuída.

Distensão: é um estiramento mais grave, onde ocorrem rupturas de diversos graus. A distensão é relatada pela sensação de uma “pedrada no músculo”, acompanhado muitas vezes com estalo e fisgada. Os graus são:

Grau I: a quantidade de fibras musculares afetadas é pequena, a dor é mais localizada e mais evidente na contração, alteração do movimento e hemorragia leves, propriocepção alterada, pode ter sinais de inflamação, mas em graus muito pequenos; a reparação é mais rápida.

Grau II: ruptura parcial das fibras (cerca de 50%), Nesta fase a dor é mais intensa e pode ocorrer em repouso também, a inflamação é mais acentuada, e a função muscular é mais reduzida. Os sintomas são basicamente os mesmos que o grau acima, mas em proporção maiores. Recuperação mais tardia.

Grau III: ruptura total das fibras, é a mais grave, ocorre fortes dores, e produz grande incapacidade no movimento. O defeito muscular é perceptível, e os sintomas em intensidade mais elevada. A recuperação é ainda mais difícil, e o período de repouso é indeterminado.

Tratamento para estiramento e distensão muscular

O tratamento engloba os dois termos, e se faz com repouso, elevação do membro afetado, compressas de gelo (para diminuir os sintomas da inflamação, fazendo a vasoconstrição das artérias e diminuindo o sangramento interno, e também atua na diminuição da dor), uso de medicamentos, sessões de fisioterapia, que vai permitir a reabilitação e o fortalecimento do músculo lesionado, retornando-o gradualmente às suas atividades normais.

Os locais mais afetados quando se trata de distensões e estiramentos, são os músculos que cruzam duas articulações, ou seja, se originam e se inserem em articulações e não em acidentes ósseos (proeminências ósseas próprias para inserção muscular). Alguns exemplos são: isquiotibiais (grupo muscular do posterior de coxa), gastrocnêmio (músculo da panturrilha), adutores e abdutores (musculatura interna da coxa) e quadríceps (grupo muscular anterior da coxa).

Como prevenir?

Aquecimento: novamente vamos ressaltar que o corpo precisa ser preparado para a atividade física a ser feita. E esse aquecimento deve ser feito de forma global. É uma das melhores formas utilizadas antes do exercício para habituar a musculatura à atividade.

Flexibilidade: é a capacidade de elasticidade muscular. É adquirida essencialmente pelo alongamento, que tem melhores efeitos quando feito em sessão isolada, ou seja, não exatamente momentos antes ou depois da atividade física.

Fortalecimento: o fortalecimento muscular é de extrema importância. Como o nome mesmo já diz, vai deixar a musculatura mais forte, sustentando melhor a postura e impedindo que este tipo de lesão ocorra.

Alimentação: deve estar adequada de acordo com a atividade que irá fazer. Uma má alimentação pode trazer uma má nutrição muscular, facilitando a distensão e o estiramento.

Graduação correta: Quando você é iniciante em uma atividade, deve estar preparado para faze-la, e ainda assim, deve tomar muito cuidado na tensão muscular excessiva que pode causar. Por exemplo, se for começar a correr, comece correndo um quilômetro, depois dois, e assim aumentando sua carga em conjunto com sua capacidade física.

Sua preparação física é sua melhor aliada ao se exercitar, e a prevenção ainda é o melhor remédio. Bons treinos!

Sobre Jeniffer Manfrini

Estudante de fisioterapia pela Uniasselvi Fameblu, apaixonada pela incrível máquina que é o nosso corpo humano, sempre em busca de novos conhecimentos e experiências. Atua como estagiária pela faculdade e é uma futura pós-graduanda em dermato-funcional.

3 Comentários

  1. giovani sobrinho

    gostaria de saber quanto tempo se leva para se recuperar de um estiramento muscular e quais antiflamatoris usar.e qual a forma de tratamento.

  2. muito boa a matéria. Obrigado

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