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Aloína emagrece mesmo? Saiba quais suas indicações e efeitos colaterais

Tire todas as suas dúvidas antes de tomar Aloína. Veja também suas contraindicações, forma de preparo e como tomar corretamente.

Aloína

O que é

A aloína é um suco de cor amarelada obtido do látex da folha de aloe vera, localizado entre o gel e a folha da planta. Esse suco não é o mesmo gel da folha que geralmente é utilizado em cosméticos. Esse gel não contém quantidades significativas de aloína.

A aloína é um glicosídeo do tipo antraquinona, cuja estrutura química inclui dois componentes, a barbaloína e a isobarbaloína. As antraquinonas são pigmentos de cor amarela e alaranjada e são uma subclasse dos compostos quinonas conhecidos por sua ação laxativa e purgante.

Para que serve

O principal uso dessa substância é para o tratamento da constipação (prisão de ventre) por estimulação direta da musculatura do intestino.

Benefícios

A aloína ajuda a combater a constipação. Essa condição do intestino é a dificuldade que o organismo tem de evacuar que pode se prolongar por vários dias, dependendo de cada caso. Quando a frequência de evacuação ocorre em menos de 3 vezes na semana, já se caracteriza a constipação.

A constipação pode ser aguda ou crônica. A primeira é a forma mais leve da constipação com duração de tempo menor entre as evacuações e a constipação crônica é a forma mais agressiva podendo persistir por vários dias sem evacuação. A causa dos dois tipos geralmente está associado a uma alimentação deficiente em alimentos ricos em fibras e com pouca ingestão de água.

O principal benefício da aloína, então, é como substância laxante. Ela combate a constipação à medida que estimula os movimentos intestinais produzindo um trânsito intestinal mais eficaz. Isso ocorre porque essa substância faz com que menos água seja absorvida e, com isso, há mais acúmulo de água no intestino que facilita a formação do bolo fecal e impulsiona a evacuação.

Outro modo de funcionamento desse composto é que, quando ela é ingerida, é hidrolisada através das bactérias do cólon intestinal produzindo o seus metabólitos ativos que agem diretamente no trato gastrointestinal estimulando as paredes intestinais e produzindo os movimentos peristálticos.

Todo esse conjunto de fatores melhora o trânsito intestinal e promove o bom funcionamento do intestino eliminando, assim, a constipação.

Essa substância em conjunto com outros nutrientes da aloe vera como aminoácidos, vitaminas e minerais, ajuda a recuperar a pele lesionada, pois estimula a regeneração celular e também ajuda a combater o envelhecimento.

Outros benefícios dessa substância ainda não comprovados cientificamente seriam antibactericida, antifúngica, antiviral, anti-inflamatória, para tratar úlceras, infecções, tuberculose, dermatite e para reduzir a glicose sanguínea.

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Efeitos colaterais

Apesar de a aloína ser usada desde os tempos antigos, ela pode causar sérios efeitos colaterais e, por isso, não é indicada para ser usada diariamente e por muito tempo.

Alguns efeitos são mais brandos e outros mais fortes, sendo estes causados geralmente pelo seu uso indevido ou em excesso que, em vez de beneficiar, pode prejudicar a saúde.

Entre os seus efeitos, estão as cólicas abdominais, irritações intestinais, diarreia, alteração da anatomia intestinal, funcionamento anormal do intestino e até agravamento da constipação já existente.

Pode, ainda, causar perda de nutrientes e desequilíbrio eletrolítico, principalmente de sódio e potássio. Esse desequilíbrio eletrolítico pode causar o efeito contrário ao que se espera de um laxante, ou seja, pode agravar ainda mais a constipação devido à paralisia da musculatura intestinal. Isso pode levar ao aumento da ingestão do laxante por ele não estar mais realizando os efeitos esperados e produzir ainda mais os efeitos colaterais. O desequilíbrio de potássio pode, ainda, causar alterações cardíacas.

Em relação à constipação, deve-se focar na prevenção e não no estímulo constante dos movimentos intestinais através de laxantes. A prevenção e o tratamento para constipações mais brandas se dá através de mudança na alimentação com o consumo de alimentos ricos em fibras e bastante água que vão ajudar a melhorar o trânsito intestinal.

Indicações

A aloína é indicada para tratar a constipação crônica. Também pode ser utilizada para a limpeza do intestino para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos. Todos os casos de indicações só devem ser prescritos por um médico ou nutricionista especializados.

Contraindicações

O uso da aloína é contraindicado nos casos de gestação, principalmente no primeiro trimestre, pois pode causar contrações uterinas. Também não é indicada para lactantes e crianças menores de 10 anos.

Além disso, é contraindicada para portadores de patologias como doenças intestinais, problemas cardíacos e renais, inflamação da bexiga, obstrução das vesículas biliares e inflamação da próstata.

Essa substância não é indicada para tratar problemas digestivos e nem para ajudar a perder de peso, pois não existem estudos científicos que comprovem sua eficácia para essas situações.

Forma de preparo

A aloína é extraída do látex das folhas de aloe vera e depois cozida em fogo direto para que depois ele fique concentrado e se desidrate (seque). Depois da massa seca, ela é transformada em pó.

Após esse processo, as indústrias a utilizam para a fabricação de comprimidos ou bebidas, sendo o processo de fabricação, de comercialização  de prescrição médica bastante rigorosos por causa dos seus efeitos colaterais.

Como tomar

A aloína geralmente é indicada para ser consumida uma vez ao dia, geralmente à noite, durante 1 ou 2 semanas, mas pode variar de acordo com cada caso. O seu efeito só aparece após horas de ingestão. Não aparece em menos de 6 horas e, às vezes, pode demorar até 24 para que os seus efeitos realmente apareçam.

A quantidade e frequência de uso devem ser indicadas por prescrição médica de acordo com as necessidades individuais.

A aloína também pode ser utilizada em conjunto com o gel da aloe vera. Nesse caso, os efeitos da aloína ficam mais abrandados.

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Recomendações

Não faça uso de laxantes por conta própria e nem de forma excessiva ou de forma crônica. Essas atitudes podem causar sérios prejuízos para a saúde, pois ainda não existem estudos mais aprofundados sobre os laxantes naturais e não se sabe com toda certeza quais os mais recomendados para serem consumidos habitualmente.

Os laxantes à base de antraquinonas como a aloína e outros devem ser consumidos com muita cautela e somente com prescrição médica, pois são substâncias muito fortes indicadas somente para casos de constipação crônica.

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