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AIDS – Conheça seus principais sintomas, causas e tratamentos

Esclareça todas dúvidas sobre a AIDS: O que é, formas de infecção e transmissão do HIV. Os cuidados, as manifestações, os principais sintomas da doença e os tratamentos.

O que é AIDS

A AIDS – ou em português, SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) -, é uma doença de importância mundial, que preocupa todos os centros de saúde espalhados pelo mundo. Apesar de não existir uma cura, os esforços para diminuir a sua manifestação na saúde e complicações estão cada dia maiores, o que contribui para a melhora da qualidade de vida de seus infectados.

Porém, por ainda fazer vítimas constantemente, entender bem a doença – sua forma de transmissão e prevenção – é importante para toda a população.

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A infecção pelo HIV

Como todos sabem, a AIDS é causada pela infecção pelo vírus HIV, um retrovirus. Nos humanos, é causada principalmente pelo HIV tipo 1.

Sabe-se que esse vírus infectava primatas de origem africana, e, por alguma razão, ele se modificou e começou a infectar também os homens. Como nos primatas esse vírus não trazia os mesmos malefícios que traz para nós, assim que o primeiro homem foi infectado deu-se início a epidemia de AIDS no mundo.

Desde o seu início até hoje a doença é responsável por muitas mortes, mas nota-se a tendência de que as pessoas consigam viver mais e melhor atualmente, por causa da criação de terapias antiretrovirais e da expansão de sua disponibilidade para o mundo todo, até para os países com menos recursos.

Transmissão e cuidados

Existem 3 formas principais de transmissão do vírus HIV:

– Através do sangue e seus derivados;

– Pelo contato sexual;

– Pela mãe grávida ao seu feto.

Através do sangue e seus derivados:

Após o controle e o rastreamento obrigatório em bancos de sangue, esse tipo de transmissão tornou-se quase irrelevante. Antigamente, o vírus era transmitido através de transfusões de sangue e hemocomponentes, que eram colhidos de doadores infectados e dados para pacientes saudáveis.

Através do contato sexual:

A principal forma de contágio em todo o mundo ainda é o contato sexual, seja entre casais heterossexuais ou homossexuais. Durante a relação desprotegida, o contato do sêmen com vírus com a mucosa genital ou anal propicia a transmissão, e assim, há o contágio.

O risco de transmissão é de 0,1 a 3% (dependendo do tipo de relação, seja anal, genital ou oral), mas, apesar de parecer pequena, a relação desprotegida repetida aumenta muito a chance de contágio. Apesar do vírus poder ser transmitido pelo sexo oral, essa é uma forma incomum de contágio.

A melhor maneira de se prevenir do vírus HIV pelo contágio sexual é a proteção, usando preservativos de látex durante as relações.

Através da gravidez

A transmissão chamada perinatal ou vertical acontece de três formas: através do sangue e fluidos da mãe, que estão diretamente em contato com o feto através da placenta; durante o parto, no qual o sangue da mãe entra em contato com o feto ou, mais raramente, durante o aleitamento materno.

A chance de uma mãe, que não esteja realizando qualquer tratamento contra a doença, transmitir o vírus para seu filho é de 22,5%. Essa taxa reduz consideravelmente quando há um tratamento com terapia antiretroviral, que diminui a quantidade de vírus presente no sangue. Ainda, optar pela cesariana e substituir o aleitamento materno por outros tipos de nutrição diminuem ainda mais o risco de transmissão perinatal.

O HIV e a AIDS

Apesar do vírus HIV ser o causador da AIDS, é possível que uma pessoa infectada passe algum tempo sem manifestar a doença, ou seja, sem ter, necessariamente, as complicações imunológicas características da AIDS. Porém, caso não tratada, as manifestações da AIDS irão aparecer em algum tempo.

A AIDS tem esse nome (em português, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) porque destrói o sistema imunológico, aquele responsável pela proteção contra qualquer agente estranho que entre em contato com o nosso corpo e cause doenças. Assim, com o mecanismo de “combate” imunológico destruído, o paciente se torna imunodeficiente, e fica suscetível a qualquer agente estranho que entre em contato, com grandes chances de desenvolver qualquer doença.

É simples! Se considerarmos uma pessoa que não teve a infecção pelo vírus HIV e não desenvolveu a AIDS, quando um vírus simples como o da gripe entra em contato com o organismo, o corpo facilmente irá combatê-lo, eliminando-o rapidamente. Nas pessoas que tem essa deficiência imunológica, porém, não existe esse mecanismo de combate e assim, mesmo os vírus simples como o da gripe, conseguem replicar no corpo, causando uma doença forte e podendo levar até a morte! É através desse mecanismo, aliás, que os principais sintomas e sinais da AIDS aparecem!

As manifestações e sintomas da AIDS

Entender como a doença se estabelece e evolui é importante para entender suas manifestações na saúde dos infectados.

A primeira informação importante é que existem duas fases da doença: a assintomática (sem sintomas) e a sintomática.

Após 2 ou 4 semanas após o contato com o vírus (o chamado período de incubação), acontece um pico de replicação viral, ou seja, o indivíduo apresenta um nível altíssimo de vírus em seu sangue, que se replicaram muito nesse novo paciente infectado. Nesse momento, há a primeira manifestação de que alguma coisa não está certa com o corpo, a chamada Síndrome Retroviral Aguda.

Por causa da grande quantidade de vírus, a maioria dos infectados começam a ter os seguintes sintomas:

  • febre;
  • aumento de gânglios dolorosos no pescoço;
  • vermelhidão e erupções na pele;
  • vermelhidão e dor na garganta;
  • dor de cabeça;
  • diarreia;
  • cansaço;
  • vômitos.

Isso é um sinal de que existe um agente estranho no organismo, porém, esses são sintomas gerais de infecção e podem ser confundidos com doenças rotineiras, ou seja, ao ter esses sintomas o indivíduo pode achar que é apenas uma gripe ou resfriado. Ainda, eles desaparecem após 1 ou 2 semanas, deixando apenas uma sensação de cansaço de dias até meses.

Então, ao ter esses sintomas e perceber a melhora após certo tempo, o indivíduo acredita que teve apenas uma febre ou virose comum. A partir desse momento começa a fase assintomática da doença.

O indivíduo com o vírus HIV-1 circulando pelo corpo pode permanecer na fase assintomática por 2 até 20 anos, sendo que a média está em torno de 10 anos. Durante todo esse tempo ele não irá ter manifestação clínica nenhuma de que está doente, e assim, não irá iniciar tratamento nenhum e o vírus continuará replicando em seu organismo e destruindo seu sistema imune de defesa.

É importante notar também que, apesar de não se sentir doente durante a fase assintomática, o portador do HIV continua a ter o vírus e a replicá-lo em seu corpo. Por isso, ele é capaz de transmitir a doença para outras pessoas. Esse fato explica porque grande quantidade de pessoas continuam a contrair o vírus HIV, pois são contaminadas por pacientes que ainda nem sabem que têm o HIV!

Cerca de 10 anos após a infecção, o indivíduo começa a entrar na chamada Fase Sintomática Precoceda doença.

Nesse momento, por causa da replicação viral constante durante os últimos anos e a destruição contínua das células que fazem parte do sistema imunológico e defendem o organismo contra infecções, o organismo está suscetível às chamadas infecções oportunistas.

É importante entender que os sintomas de doença que começam a aparecer nesse momento não são causados pelo vírus HIV, mas sim, são consequência da imunodeficiência causada pelo mecanismo de ação do vírus! As doenças acontecem porque não há sistema de defesa para lutar contra elas!

Os indivíduos que entram na fase sintomática precoce começam a apresentar algumas infecções características, que ligam um alerta de que há uma infecção pelo vírus HIV. São elas:

  • Perda de peso;
  • Candidíase oral, conhecida como sapinho;
  • Candidíase genital persistente, uma infecção que não melhora mesmo com tratamento;
  • Herpes-zoster, também conhecido popularmente como cobreiro;
  • Neuropatia periféria, que é a alteração de sensibilidade e movimentação de membros;
  • Leucoplasia pilosa oral, caracterizada pela formação de placas brancas na boca, que são normalmente em um lado só, em formato de linha.

Não são todas as pessoas que desenvolvem essas doenças que estão infectados pelo vírus HIV, porém, a presença deles requer investigação da saúde do indivíduo, sendo um indicador alto de que há alguma coisa errada.

Após a manifestação dessas doenças, o paciente entra na fase sintomática, ou fase de AIDS/SIDA.

Nessa fase, a quantidade de células imunes é muito menor do que o normal, chegando a níveis críticos que favorecem a entrada de agentes infecciosos mais graves, as doenças oportunistas, e o desenvolvimento de neoplasias (os vários tipos de câncer). Entre as doenças mais comuns dessa fase, incluindo as da fase sintomática precoce, estão:

  • Tuberculose pulmonar;
  • Pneumonia;
  • Toxoplasmose.

E entre as neoplasias mais comuns, estão:

  • Sarcoma de Kaposi;
  • Linfomas;
  • Câncer de colo de útero invasivo.

Além de desenvolverem as infecções e as neoplasias, elas agem de forma muito mais agressiva no organismo do indivíduo com AIDS. As infecções graves são o motivo dos portadores de AIDS virem ao óbito, já que seu organismo não consegue lutar contra esses agentes.

A terapia antiretroviral busca diminuir a quantidade de vírus em replicação no organismo, e ainda, impedir que o doente adquira as infecções oportunistas que podem o levar ao óbito. Apesar de aumentarem o tempo de vida dos pacientes infectados (que agora podem viver bem por muitos anos com a doença), a terapia antiretroviral é útil principalmente quando a doença é diagnosticada precocemente, sendo útil também para diminuir a transmissão do vírus HIV para outras pessoas.

De qualquer maneira, a prevenção com o uso de preservativo nas relações sexuais ainda é uma das melhores formas de combater a epidemia, diminuindo os casos de doentes e, assim, a transmissão do vírus.

Prevenções e tratamentos para o HIV

No vídeo abaixo o Doutor Jorge Eurico Ribeiro, esclarece maiores dúvidas a respeito da contaminação pelo HIV, formas de se prevenir a doença , sintomas, diagnóstico e tratamento.

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