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Ácido glutâmico: O que é, para que serve, funções e fontes nos alimentos

O ácido glutâmico tem funções muito importantes para nossa saúde e muitas das vezes é confundido com outro aminoácido não essencial, a glutamina. Saiba mais nesse artigo.

Ácido glutâmico

Não tem para onde correr: “você é o que você come”. Essa frase bastante conhecida vale para todas as pessoas, mas em especial, para aquelas que estão praticando exercícios e em busca de um corpo mais bonito e saudável. Se você não colocar bons nutrientes para dentro dele, certamente não terá os resultados que deseja.

Nosso corpo precisa de 3 nutrientes básicos para realizar com perfeição a maioria das suas funções: carboidratos (principal fonte de energia), gordura (reserva de energia) e proteínas (construção da estrutura do corpo). Para aqueles que estão praticando musculação, ter uma alimentação rica em proteínas é essencial para conseguir atingir o tão sonhado objetivo.

O ser humano necessita de 22 aminoácidos para conseguir manter todas as suas funções. Alguns deles, só conseguimos obter através na natureza, consumindo alimentos saudáveis e são chamados de essenciais. Já outros, nós conseguimos sintetizar e, por isso, são chamados de não essenciais. Um desses é exatamente o ácido glutâmico.

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O que é o ácido glutâmico

Esse aminoácido também é chamado de glutamato e pode ser também encontrado em vários vegetais como o grão-de-bico, feijão, soja e lentilha e também em alimentos de origem animal como as carnes vermelhas. O ácido glutâmico pode ser encontrado em praticamente todos os nossos tecidos orgânicos.

As funções do ácido glutâmico são várias e de extrema importância para a nossa saúde, principalmente para o bom funcionamento do sistema nervoso. A maior concentração de ácido glutâmico está no nosso cérebro e tem a função de um neurotransmissor (substância responsável por ajudar na transmissão de informações através da nossa rede nervosa. Por conta disso, essa substância também é conhecida como o combustível do cérebro, melhorando a cognição e também funções importantes como a memória.

Hoje, a ciência já relaciona a variação das taxas de ácido glutâmico no cérebro com a incidência de doenças neurológicas como o Alzheimer e Charcot. Outra doença com a qual o glutamato está diretamente relacionado é com a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). O ácido glutâmico é o responsável por enviar estímulos rápidos, principalmente quando se fala em resposta motora. O que se descobriu é que o glutamato pode ter um efeito tóxico sobre os neurônios motores, prejudicando os movimentos e a contração muscular. Além disso, o glutamato consegue interferir em outras funções orgânicas:

  • faz parte da produção de vários aminoácidos: arginina, prolina, gaba, ornitina e glutamina;
  • também ajuda na formação de alguns substratos como o oxaloacetato e também o ácido pirúvico;
  • também participa da formação da ureia;

Outra função interessante do ácido glutâmico é proporcionar o gosto básico a alguns alimentos. Esse sabor é chamado de Umami, que em japonês significa saboroso. Justamente por conta disso, essa substância é utilizada para fazer um ingrediente bastante utilizado na culinária: o glutamato monossódico, o que aumenta o sabor dos alimentos.

Ácido Glutâmico x Glutamato Monossódico (MSG)

Muita gente ainda se pergunta se essas duas substâncias são a mesma coisa. Elas têm sim algumas diferenças, mas dentro do corpo humano agem praticamente da mesma forma. O Glutamato Monossódico, também conhecido pela sigla MSG (MonoSodium Glutamate) é um tipo de sal formado a partir de ácido glutâmico. Uma coisa importante para saber sobre esses dois substratos é que eles contêm glutamato livre que é metabolizado pelo nosso corpo.

Um dos benefícios de se usar o MSG é que, por ele já possuir 1/3 de sódio, podemos reduzir a quantidade de sal de cozinha na hora de preparar os alimentos. O gosto umami é um dos sabores que são identificados pelo paladar como o salgado, o doce, o ácido e o azedo.

Alimentos ricos em ácido glutâmico

Por mais que o nosso corpo seja capaz de produzir o ácido glutâmico, em algumas situações específicas será necessário obtê-lo de outras fontes e nada melhor que elas sejam naturais como os alimentos. Para os vegetarianos, a soja pode ser uma excelente fonte desse aminácido. Outros alimentos que devem ser adicionados à dieta são o leite, peixes, iogurte, espirulina, gelatina sem sabor, queijos, ovos, sementes de girassol (podem ser encontradas em casas de produtos naturais), amêndoa torrada, frango, queijos, feijão e carne vermelha.

Ácido glutâmico e o mesmo que glutamina?

Apesar de serem muito parecidos, a resposta é não. Os dois são aminoácidos não essenciais, possuem estrutura química parecida e papéis similares no organismo. Enquanto o ácido glutâmico participa ativamente das principais funções cerebrais, a glutamina age diretamente na produção de glicogênio (principal fonte energética muscular) e também a síntese de proteínas.

Ela também participa melhorando as nossas defesas, melhorando as funções das células de defesa. Dependendo da necessidade do nosso organismo, o ácido glutâmico e a glutamina convertem-se um no outro já que os dois possuem estrutura muito parecida.

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Suplementação

Como é um aminoácido não essencial, a suplementação de ácido glutâmico é necessária apenas em casos muito particulares como uma deficiência de ordem genética em produzi-lo ou mesmo de ser utilizado pelo organismo. O uso de qualquer tipo de suplementação deve ser orientado por um profissional. Pessoas que possuem qualquer tipo de patologia renal não devem ingerir suplementos de ácido glutâmico sem orientação já que pode interferir no ciclo da ureia.  

Sobre Treino Mestre

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